O impulso da escrita... por vezes assalta-me!
Um ano quase decorreu, sem que o tivesse sentido.
Espaçado, descoordenado, abruptamente invade o meu ser, e leva-me a pegar nas pontas soltas do meu destroçado ser, e viajar pelas palavras, igualmente soltas mas puras e sentidas, que penetram, que saem desenfreadamente!!!
A minha existência cada vez mais confusa
Cada vez mais obtusa
Cada vez menos sentida e mais perdida,
Graças à outra parte!!!! Bolas... Graças à outra parte!!!!
Delas, mais que nunca, no último ano, tem rezado a minha triste e opaca história.
Encontros, desencontros, amores, desamores, alegrias, zangas.
Surrealismos, devaneios, loucuras, maledicências, reconciliações, esperanças, novamente maledicências, separações, encontros fortuitos, olhares penetrantes...
E o beijo... o tal e sempre sonhado beijo!!!!
O beijo naquela madrugada, que deu um sentido à minha vida.
Sentido que durou tão poucos minutos...
E que perdeu depois todo o sentido...
Vou escrever, para que todos saibam. A merda. A merda que vai na minha alma. Que as palavras limpam e purificam.
Escrever é catártico.
Escrever faz bem. Pelo menos a este tristemente contente escriba.
Não entendo nada disto!!!!
Nada mesmo porra!
E que tal... se eu por uma vez libertasse todos os meus sentimentos?
E se eu finalmente largasse tudo o que está cá dentro, e se eu nunca mais desistisse, e se eu nunca mais negasse... esta minha veia, esta minha vontade, esta minha crença?!
Daria resultado?
Maybe... or maybe not.
Reflicto comigo mesmo. Neste Portugal do Século XXI em que ocorro estar presente, e em que eu (chamem-me louco!), ainda acredito.
Pois ainda acredito nas pessoas. Ainda acredito no ser humano.
Ainda acredito na bondade.
Ainda acredito na coragem.
Ainda acredito, em acreditar.
Ainda acredito nas mulheres.
Ainda acredito nos políticos.
Ainda acredito.
Mas ainda acredito... no Amor.
Na força maravilhosa e poderosa do Amor. Que me transformou, que me faz sofrer.
Mas que me faz sonhar!
O Amor libertou-me. E é uma droga poderosa. Melhor que aquelas que fumei, e que no ar se dissiparam.
Naquele fumo psicadélico esboroaram-se sonhos, medos, ilusões, alegrias, derrotas, esperanças.
E até amores.
E porque quero partilhar contigo, que me lês.
E porque quero que sintas o imperfeito ser que te abre o coração.
Que eu nunca mais quererei,
Apesar de o querer ser tão forte...
Nunca mais,
E porque o Amor existe
Nunca mais negarei o impulso da escrita.
(Estou apaziguado neste momento, sem o estar.
Estou desalmado. A luz incandescente, o brilho que reflecte,
O dia que acaba. Mais um, sem ti...)
Mas valha-me... o impulso da escrita.
Maktub
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
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