terça-feira, 22 de novembro de 2011

A lágrima

A lágrima
A lágrima ao canto do olho
esconde o lado sombrio,
atroz
e nada feroz
da alma, da psiqué do ser humano

Esconde o ser sensível
que sob a capa da insensibilidade
não é sensível
ao seu próprio interior...

A lágrima

É a manifestação pura do ser
que invade, que ocupa
que subjuga
a existência
por vezes inerte...

Que derrete toda a alegria
que nos momentos de folia
tão falsamente te ilude!

E julgue... e julgue ele
que é feliz,
que ri e sorri e sem fim
é uma capa...
um invólucro que disfarça
o que nada pode disfarçar...

Por isso ele que sorri
mas que tem no olho castanho
aquela lágrima triste...

É humano!

Porque sabe sentir,
e está só...

Somos homens de Deus
de um Deus inexistente
mas omnipresente
e existente
na crença, na esperança
e no acreditar!

Não precisamos disso mais,
mas agarramo-nos e queremos!

Amar... que droga alucinante!

Que nos inebria e nos embriaga...

E com ressaca!

(Lembro-me de ti...)

E fora as lembranças esquecidas
E os esquecimentos lembrados

Até ao infinito terminado
Ao fim iniciado
E à interrupção continuada.

É assim... iremos cantando
e dançando e rindo,
e fumando
e bebendo
e conversando
e ebriamente solitários

E sobriamente solitários,

E magoadamente solitários,

E tristemente solitários
na puta da consciência,
que da puta forma
e sem qualquer ciência,
te fode o juízo...

Por causa das elas da vida,
e das elas do dia,
e das elas da noite.

E dos seres obscuros e sombrios,
e das memórias recalcadas e presentes

Que fugazmente me devoram,
e te devoram também!

Por isso a lágrima... é boa
e tua amiga.

Porque ela te mostra aquilo que és...
Que és tu e apenas tu...

Um ser que vive (e vive mesmo!),
para ser feliz...

Voilá...

1 comentário:

  1. LINDO ...Verdadeiro acima de tudo .R és um maravilhoso HHHHHHHHHH

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