quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Vaguear...

Estou a vaguear...
num Mundo repleto de sentidos,
de sensações, de emoções,
procurando o êxtase nunca alcançado,
o da sabedoria infinita
que todos os seres divinos,
que somos nós,
incessantemente procuram!

Vagueio... à tua procura

Da tua doçura,
dos teus olhos cor de mel...

Que me ensinaram tanto,
tanto de ti, tanto de mim
e tanto de todos nós.

De todo o Universo creio
que são os lindos olhos
da imensidão
daquela pureza impura!!!!

Que me tenta... ai a tentação da carne
mas a da alma é lixada,
é a pior delas todas!

E o facto,
(sim, o facto... nada de brasileirismos,
nem de acordos ortográficos)
de sermos seres livres,
não nos impede de vaguearmos presos...
presos a uma convicção,
presos a um destino!!!

E eu que te amo tanto, minha liberdade,
que acaricias o meu pensamento,
a minha psiqué...
assim meio psicótica e sociopata,
don't give a fuck about that!

Oh yeah!!!

Dizem-me que imito o Pessoa...

O Pessoa foi o melhor de eles todos!!!!

Carago!!!

Mas ele nem era do Porto...

Nem eu sou, e adoro a minha Lisboa.

Mas o Pessoa era igual a mim numa coisa,
ele soltava-se naqueles versos,
naquela escrita sem nexo.

E eu ao teclar estas linhas,
também me solto,
sou livre, sou dono do Mundo,
do meu Mundo!!!

E continuo a vaguear pelas ruas desta alma desgraçada,
que de desgraçada não tem nada.

Mas tem calma, que te vou encontrar...
e vais sorrir para mim,
e eu para ti...

E em comunhão subiremos aos céus,
em uníssono proclamaremos...
a libertação.

Sê livre, meu amigo e minha amiga.
Porque a maior guerra do homem,
neste mundo de guerras,
é consigo mesmo.

E enquanto não vencermos a maior guerra de todas,
não seremos livres.
E essa guerra é o Amor.

Em Paz e com sabedoria.

Be free!!!

E vagueio... até ao além.

Que tão perto daqui fica!

Está ao teu alcance.

Tenta.


(Ricardo Lopes, 2010)

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