Vicissitudes...
De uma vida...
Uma vida que lembra um certo filme,
que passou há uns anos atrás,
assim meio real,
meio surreal,
meio ilusório,
meio desilusório...
Chamado Matrix.
Tal como o personagem principal do filme,
o vosso escriba
há anos atrás
teve que optar
Teve que optar entre dois comprimidos:
o azul
e o vermelho
O vosso escriba humilde e servo poderia muito,
mas mesmo muito bem
alegremente e felizmente
tomar o comprimido azul
Hellas!
Aí ele seria o melhor,
o maior
e o mais inteligente.
Aí ele seria um universitário brilhante,
um profissional exemplar,
com uma carreira de Gestor
a correr de vento em popa
Aí ele seria um jovem político promissor
a dar cartas no Parlamento
Aí ele seria namorado fiel
seria até pai de filhos!
Aí ele seria um modelo nesta Sociedade
cheia de tantos falsos modelos...
Mas não... puff!
Tudo se esfumou... como o fumo deste meu cigarro
que tão teimosamente e vagarosamente queima
nas profundezas da minha alma...
Que calma... que vagar...
E prossigo o meu labor
com bom português,
e sem (merda!), sem acordos ortográficos
a lixarem a mona...
Prossigo dizendo,
que tomei o comprimido vermelho
E o dinheiro, a fama, a glória,
o prestígio,
o brilhantismo
Tudo esvoaçou por entre as minhas mãos...
Mas ganhei
A felicidade
E a liberdade de ser o meu próprio homem
De só fazer:
aquilo que gosta
aquilo que sente
aquilo que apetece!
De ser louco e livre! Muito louco!!!!
Muito!!!
Muito!!!! Muito mesmo!!!!!
Que doideira de causa esta... é do vermelho
do comprimido.
Que abriu as portas do mundo
do meu Matrix pessoal.
Que me permitiu ver o mundo com outras cores,
com outros olhos.
Pobre, mas não infeliz
(Infeliz, só às vezes,
no auge da bipolaridade
da unipolaridade do meu ser,
e relembrando-a...)
São as vicissitudes da vida
Que o meu desamor às vicissitudes
Talvez tenha tornado em virtudes
as idiotices da juventude
E da menor juventude de agora
Vamos embora!
(ou zimbora! como dizem...)
Alinhado,
desalinhado,
engalfinhado,
desarranjado,
enamorado,
enebriado,
entediado,
odiado,
e amado...
sou eu.
E as vicissitudes sempre presentes,
Me farão sorrir e viver... para sempre.
Namasté.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
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