sábado, 31 de dezembro de 2011

A Opereta

Opereta, aquela velha história absurda
e completamente absorta... que muda
consoante a disposição imoral
daquele tal
que a canta, e a encanta, sem a encantar
que não a querendo namorar
com ela acaba por casar...

É a fábula do pobre de realidades falsas,
de promessas por cumprir, de certezas vãs
de seguranças inseguras,
e que com eternas ternuras
acaricia a tranquilidade que com debilidade alimenta
sem olhar ao que o sonho representa!

É a música dos desalmados
É a letra dos descamisados
que com os seus relógios caros, com os seus fatos da moda
e que na alta roda
andam perdidos, com todos os sentidos
verdadeiramente sumidos...

Porque não entendem!!! Porque não percebem!!!

Porque não vêem!!!! Na cegueira do conformismo informe
vão tornando a sua vida completamente disforme...

A seguir... o que deve ser seguido... por quem não alimenta a chama
que o chama
mas que não quer ver
que não quer saber nem querer

E ao poder
Foge...

Raio!!!!!!!!

Porque hão-de ser assim?

Porque não hão de ser o ser único,
e maravilhoso
e corajoso
que neles reside
que neles preside acima de todas as concepções
que possam existir,
de bem, de mal, de moral, de imoral

O ser único é espectacular...

E cabe a ti decidir

Se queres continuar a ouvir

A triste Opereta da melancolia
que sob a capa do ser são
só te traz desilusão...
e agonia!

Sofre meu caro, sofre...

Mas por favor, sê diferente
diferente de toda a gente
sê um ser que sente
sê o verdadeiro
doido, maluco, apanhado

Lélé da cuca!

Fuck off!!!!!

A Opereta soa cada vez mais alto
e qual sereia mais bela
cuja beleza reside nela
e te enfeitiça...

Tapa os ouvidos! A Opereta é doce como o mel...
mas torna a tua vida amarga como fel...

Neblina... a alma tem aquela neblina
mas cabe a ti dissipá-la
e a vida em plenitude recuperá-la

Be yourself

E chega de Opereta

Não tornes a tua vida uma treta...

Cansei da Opereta...

E um dia, clamando bem alto,
eu subirei ao planalto
e o meu amor eu levarei, e abraçarei,
e em uníssono proclamarei
que a liberdade não é uma escolha
é um modo de vida!

Por isso meu amigo, just feel
wake up, and rise
apaixona-te
pelo que tu quiseres

A vida não espera por ti
cabe a ti andar ao lado dela
e à tua maneira
colori-la como uma aguarela!

Ainda ouço a Opereta... vou mandá-la... à sarjeta.

E em paz ficarei...
E depois descansarei... mas voltarei.


Over and Out.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O Carrossel

A vida gira como um carrossel,
por entre luzes sombrias
por entre vontades fugidias
que de alegrias mingua
e de tristezas extenua...

Não vemos o fundo ao poço
magnanimamente seco, e a transbordar
de ira, de ilusão, de despeito
e que a respeito
da mentira
te tira
o sorriso, te tira a vontade, te tira a verdade...

Não sei como resistir, sem ter vontade de fugir
Ao mais ignóbil dos defeitos
Mas que igualmente é o mais doce dos proveitos
Love
Love you
Ich Liebe Dich
Je t' aime

Que linda frase, e dita em tantas línguas...
em qualquer língua
e pronunciada por qualquer pessoa
por qualquer ser humano
é tão bela...
tão singela...
e tão única!

Tal como o Amor é um sentimento único,
que é teu
e ninguém te tira.

Ela (ou ele) até te iludirá
com bonitos sorrisos,
doces palavras
e quiçá um belo beijo.

Que levando-te ao céu,
tão abruptamente te fará descer ao Inferno.

E em pleno Inverno
a tua alma cairá,
na melancolia depressiva a tua voz interior
com tanto temor,
soará
e chorará, e chorará tanto...
tanto chorará aquele que tem a psiqué
Atordoada pelo néctar doce
desse sentimento...

O Amor é fruto de um rebento
que não foi concebido por ninguém
mas que alguém comerá
e disfrutará...

Mas que depressa conhecerá, tão depressa
que se magoará, e sofrerá.

Mas que girando, e revirando,
com alegria
e todo o dia, todo!

Todo mesmo!

Pensando, e rodopiando o ser,
e circulando
e sonhando
Quererá sempre mais.

Até que o torpor incandescente da desilusão
te ferirá...
E aí não mais quererás sofrer
Mas sem querer, queres mais,
até que... voilá!

Sofres novamente...

Neste carrossel dos sentimentos,
anda dar mais uma voltinha!!!!!
É para a menina e para o menino,
para aquele que sem tino,
ousa sonhar, ousa querer
e sem medo de sofrer.

O sofrimento purifica.
A coragem dignifica.

Mas a estupidez dela petrifica...

O Amor é a mais poderosa de todas as drogas,
e a mais perigosa delas.
Vicia-te tanto, de maneira que nenhuma outra vicia.
O prazer que te dá é tanto,
que de tão verdadeiro, chega a ser falso.
A adicção faz-te querer sempre mais,
e sem nunca te parecer demais,
vais novamente experimentar...

Essa força poderosa...

(Ahhhhhh... quão desgostoso me sinto... arrastando os meus dedos por este teclado... lembrando-a, a ilusão que se foi... amava-a!!!!! Mas foi a ilusão viciante...)

E neste carrossel que é a vida,
que tantas voltas dá
este escriba sonhará.
Que ao atingir a imperfeição
Doará o seu coração...
E acenderá a sua chama...
A quem lhe disser que o ama.


E MAIS UMA VOLTINHA...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

"Cada segundo"

Cada segundo longe de ti é uma eternidade, que me atormenta a alma... e sem calma, em estilhaços desfaz o meu ser, sem ver, sem querer... sem te ter, eu deixo de viver...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O Sentido

Tudo tem um sentido
Tudo mesmo
Sem sentido
Com algum
Ou nenhum parecendo

Tempos passam
Tempos voam, sem que doam
As vicissitudes do ser,

E outros tempos te afligem,
mas que te corrigem
E te fazem ver
nas brumas do teu ser
O teu querer

O teu sonho, a tua vontade
E o teu destino

Sem qualquer tino te entranham
E te fazem ver, sem crer
que a felicidade é inexistente
Oca, vazia e fria

E distante

E cortante...

Corta o teu espírito, faz-te chorar
Faz-te matar,
por dentro, por fora, sem mágoa
E por entre uma lágrima
Por entre o ocaso
que no caso
meu, e teu, e dele, e dela
faz sair pela janela...

O amor é um jogo de risco,
é uma realidade irreal
uma irrealidade real,
o sonho mais bonito
o conforto mais suave
a palavra perfeita

E tu és a palavra perfeita,
meu M
Perfeita letra do alfabeto
perfeita inspiração
perfeita sensação
perfeito destino
perfeito sentido

Que deu o sentido à existência
e sem prepotência
me soltou as amarras
do meu coração
que desgovernado navegava
que este ser naufragava
e lentamente afogava
na água gélida da solidão...

O sentido

Apareceu na minha vida
E contigo querida,

Vou conquistar o mundo

Vou bem fundo
Na felicidade, na paixão
E na imensidão do Amor

Cantar o hino, com alegria

E na tua beleza
Que me estonteia,
E me presenteia

Eu voarei até ao infinito

Meu M muito doce

E se em ti não fosse
O meu querer não existiria

E a tua beleza me irradia...

E me contagia...

Agora sim, há um sentido...

E malucamente de novo,
Eu tenho uma Alma...

Com Sentido.


OM SHANTI

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ode ao Deus do Amor

Deus do Amor

Tu!

Magnânimo, omnipresente,
e que tão inconsciente
por vezes me deixas

Tão inebriado fico
quando te encontro
e quando não reencontro
a bela e intranquila serenidade...

Deus do Amor

Eu proclamo
e chamo
pela tua presença

Tão afastado tens andado
Tão longe... mas ferozmente tão perto,
tão perto mesmo
que me fulminas...
again, again and again!

Why...

Levas-me à loucura,
ao desespero,
à psicose,
à esquizofrenia,
ao bipolarismo,
e a um certo egoísmo!!!

Porque quero o Amor todo,
só mesmo para mim...
e sem fim...

(É inconsequente escrever sobre Amor? Não penso...
mais uma vez à semi-luz, e à frente de um computador,
eu largo estes pensamentos mundanos e profanos,
tão obnóxios...

vou mas é continuar)

E sem fim sim,

E sem te ter... Ou terei-te?
E não sei?

Porque estiveste longe?
Porque não apareceste antes?

Ou porque apareceste e me feriste?

Ou porque me feriste por teres aparecido?

E agora voltaste... és real ou uma ilusão?

Que sem perdão,
E tal como um sermão
me apregoas
até ao fundo, à profundidade menos profunda
da minha existência
qual ciência
me ensinas a acreditar
a amar!


Deus do Amor... por isso eu recorro a ti

Vejo que a tua criação me bate à porta
e eu relutante estou

Mas se vou...
se vou abrir a porta

Sei que será de vez
que me invadirá,

Que serei invadido!

Por tão belo, puro e nobre sentimento...

Sem tormento talvez... mas com algum
sofrimento...

Quero lá saber porra!!!

Venha ele!

E a ti recorro na minha prece,
na minha oração
nada religiosa,

mas que espero proveitosa.

O ser humano precisa de amar,
sem amar não vive
e nada é
E nada será
E nada compreenderá
E nada viverá.

Vem até mim Amor.

Acaba com esta dor...

Por favor!

Deus do Amor, listen to me...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Natal...

Deixa o teu coração ser invadido pelo espírito do Amor,

Deixa a tua alma renascer,

Deixa o teu ser contemplar a beleza do Mundo,

Amando, sentindo e vivendo, o Natal fará sempre parte de ti!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Todos nós

Todos nós somos aquilo que não queremos ser,
Todos nós temos em nós o espelho da virtude,
a aura da beleza,
e a intranquila serenidade da desgraça,
que com tanta graça
Atraiçoa-te e magoa-te...

Todos nós somos tudo, somos nada,
somos qualquer coisa,
somos e seremos... fomos e iremos...
Sonhamos e fazemos,
Amamos e odiamos,
Caimos e levantamos,
Rimos e choramos,

Até ao ínfimo... até ao declive plano
que na inquietude te atormenta,
e rebenta
o teu desvario, que qual desafio,
te apoquenta!!!

Todos nós... somos parte do todo.
E com qualquer todo...
O nada avistamos...
naufragando
e derivando...

nas asas do teu ser!!!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A lágrima

A lágrima
A lágrima ao canto do olho
esconde o lado sombrio,
atroz
e nada feroz
da alma, da psiqué do ser humano

Esconde o ser sensível
que sob a capa da insensibilidade
não é sensível
ao seu próprio interior...

A lágrima

É a manifestação pura do ser
que invade, que ocupa
que subjuga
a existência
por vezes inerte...

Que derrete toda a alegria
que nos momentos de folia
tão falsamente te ilude!

E julgue... e julgue ele
que é feliz,
que ri e sorri e sem fim
é uma capa...
um invólucro que disfarça
o que nada pode disfarçar...

Por isso ele que sorri
mas que tem no olho castanho
aquela lágrima triste...

É humano!

Porque sabe sentir,
e está só...

Somos homens de Deus
de um Deus inexistente
mas omnipresente
e existente
na crença, na esperança
e no acreditar!

Não precisamos disso mais,
mas agarramo-nos e queremos!

Amar... que droga alucinante!

Que nos inebria e nos embriaga...

E com ressaca!

(Lembro-me de ti...)

E fora as lembranças esquecidas
E os esquecimentos lembrados

Até ao infinito terminado
Ao fim iniciado
E à interrupção continuada.

É assim... iremos cantando
e dançando e rindo,
e fumando
e bebendo
e conversando
e ebriamente solitários

E sobriamente solitários,

E magoadamente solitários,

E tristemente solitários
na puta da consciência,
que da puta forma
e sem qualquer ciência,
te fode o juízo...

Por causa das elas da vida,
e das elas do dia,
e das elas da noite.

E dos seres obscuros e sombrios,
e das memórias recalcadas e presentes

Que fugazmente me devoram,
e te devoram também!

Por isso a lágrima... é boa
e tua amiga.

Porque ela te mostra aquilo que és...
Que és tu e apenas tu...

Um ser que vive (e vive mesmo!),
para ser feliz...

Voilá...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Agora

A vida enche-nos de sabores doces, amargos, azedos, agridoces, e até insossos. Mas o mais importante... é prová-los a todos. Com a sabedoria de quem quer aprender, e com a humildade de quem se quer transcender. Com a loucura presente a cada momento, e com a ingenuidade da criança que descobre. Com a beleza do coração a superar cada situação, com o poder do amor a elevar o nosso espírito!

A atmosfera negra desaparecerá, moveremos as montanhas, dissiparemos as nuvens, acariciaremos o vento, que por entre as entranhas mais profundas da nossa alma, e no âmago dos nossos sentimentos, fará de nós, pessoas melhores.

Porque isto tudo... vale a pena. Somos grandes. Não somos bons nem maus. Apenas somos.

Apenas fomos, e apenas seremos.

Choremos, cantemos, dancemos! Sorrimos, libertemos, amemos!

Acima de tudo, realizemos...

Hoje. Agora!

(Ricardo Lopes - "Agora" - Novembro de 2011)

Vicissitudes

Vicissitudes...

De uma vida...

Uma vida que lembra um certo filme,
que passou há uns anos atrás,
assim meio real,
meio surreal,
meio ilusório,
meio desilusório...
Chamado Matrix.

Tal como o personagem principal do filme,
o vosso escriba
há anos atrás
teve que optar

Teve que optar entre dois comprimidos:
o azul
e o vermelho

O vosso escriba humilde e servo poderia muito,
mas mesmo muito bem
alegremente e felizmente
tomar o comprimido azul

Hellas!

Aí ele seria o melhor,
o maior
e o mais inteligente.

Aí ele seria um universitário brilhante,
um profissional exemplar,
com uma carreira de Gestor
a correr de vento em popa

Aí ele seria um jovem político promissor
a dar cartas no Parlamento

Aí ele seria namorado fiel
seria até pai de filhos!

Aí ele seria um modelo nesta Sociedade
cheia de tantos falsos modelos...

Mas não... puff!

Tudo se esfumou... como o fumo deste meu cigarro
que tão teimosamente e vagarosamente queima
nas profundezas da minha alma...

Que calma... que vagar...

E prossigo o meu labor
com bom português,
e sem (merda!), sem acordos ortográficos
a lixarem a mona...

Prossigo dizendo,
que tomei o comprimido vermelho

E o dinheiro, a fama, a glória,
o prestígio,
o brilhantismo

Tudo esvoaçou por entre as minhas mãos...

Mas ganhei

A felicidade

E a liberdade de ser o meu próprio homem

De só fazer:
aquilo que gosta
aquilo que sente
aquilo que apetece!

De ser louco e livre! Muito louco!!!!

Muito!!!

Muito!!!! Muito mesmo!!!!!

Que doideira de causa esta... é do vermelho
do comprimido.

Que abriu as portas do mundo
do meu Matrix pessoal.

Que me permitiu ver o mundo com outras cores,
com outros olhos.

Pobre, mas não infeliz

(Infeliz, só às vezes,
no auge da bipolaridade
da unipolaridade do meu ser,

e relembrando-a...)

São as vicissitudes da vida

Que o meu desamor às vicissitudes
Talvez tenha tornado em virtudes
as idiotices da juventude

E da menor juventude de agora

Vamos embora!

(ou zimbora! como dizem...)

Alinhado,
desalinhado,
engalfinhado,
desarranjado,
enamorado,
enebriado,
entediado,
odiado,
e amado...

sou eu.

E as vicissitudes sempre presentes,

Me farão sorrir e viver... para sempre.

Namasté.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tell me again

Tell me again
The meaning of Love

I just forgot it!!!

You showed me that morning,
so smoothly...

So deeply
So kindly!!!

My blondie one...
My crazy little bitch!!!

I loved you so much
I loved you in the past

And I don't love you anymore

But I know
I'll love you 'till the end of times

Because my Love for you is larger than Life


So... tell me again

You or anybody else
Someone that I know
Or someone that eventually

I will meet in the future...

And tell me again

That symphony
The orchestra of madness song to me

With love...

I wanna hear it again
And again,
And again...

Between the clouds of my soul
I expect you...

To tell me again!

Diálogo?

- Olá boa tarde.

- Olá.

- Como está?

- Estou bem, muito obrigado. E a senhora?

- Cá vamos andando, graças a Deus.

- O tempo hoje está tão escuro... parece que vai chover!

- Sim sim, deram ontem na televisão, parece que chove o dia todo.

- Mas amanhã já dá sol.

- Sim... olhe, tenho de ir fazer umas compras. Gosto em vê-la.

- Até à próxima, obrigado.

- Adeus.


Este é um "diálogo" que ouvimos todos os dias. Entre duas senhoras de meia idade, mas também pode ser transposto entre dois homens, um homem e uma mulher, amigos, conhecidos, ou eventualmente meros desconhecidos, a querer puxar assunto, num momento de torpor.

É um "diálogo" que pode ocorrer numa fila de Supermercado, numa paragem de autocarro, numa sala de espera de um consultório... em tantos lugares possíveis e imaginários.

O tempo. Tempo no sentido... climático. É este sempre o motivo, ou quase sempre, que as pessoas arranjam, para de forma vazia e fútil, terem assunto de conversa, quando na realidade se não tem assunto nenhum!!!!

A futilidade. A bela da futilidade. O vazio. Ausência de conteúdo. O tempo, o pobre do tempo, solarengo ou chuvoso, é o bode expiatório para a escassez de temas de conversa.

Seguido sempre da desculpa do "tenho que fazer alguma coisa". Porra! São as pessoas realmente assim tão ocupadas, que têm sempre alguma coisa para fazer?

Serão mesmo?

Dir-me-ão vocês que algumas sim. Mas algumas, não é igual a todas. Ou teorizando eu próprio, não sofreremos nós, nesta sociedade em que a futilidade é dona e senhora, de uma verdadeira alergia ao contacto, ao diálogo, descomprometido e desinteressado?

Terá que haver sempre "algo" por trás?

Terá que haver sempre aquela redoma que nos fecha, que nos impede de ser nós mesmos, que sob aquela capa de frieza, gélida e polar, nos protege de (imaginárias) agressões exteriores?

Somos hipócritas todos?

Seremos eventualmente... ou somos produtos de uma sociedade histericamente interesseira, e que, quando falta interesse e motivo, nos escudamos atrás do "tempo" e do "ter que fazer"?

Deixámos genuinamente de nos preocupar uns com os outros?

Vejo que sim... mas talvez não. Uns resistentes de peito aberto lutarão contra a ordem estabelecida das coisas. E desenfreadamente calmos e sinceros, recolherão a indiferença e incompreensão da "maralha".

Mas continuarão, e persistirão, e se frustrarão, e chorarão, e voltarão a tentar e novamente persistirão.

Já dizia o outro da música, quando eu era puto: "dá-me um ideal".

Quero que me dês o teu. Livremente, e com amor.

E sem me falares do "tempo". Eh pá... por acaso chove.

E troveja, na minha alma.


Alegremente, e sem assunto...


Mas só por agora!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O impulso da escrita...

O impulso da escrita... por vezes assalta-me!

Um ano quase decorreu, sem que o tivesse sentido.

Espaçado, descoordenado, abruptamente invade o meu ser, e leva-me a pegar nas pontas soltas do meu destroçado ser, e viajar pelas palavras, igualmente soltas mas puras e sentidas, que penetram, que saem desenfreadamente!!!

A minha existência cada vez mais confusa

Cada vez mais obtusa

Cada vez menos sentida e mais perdida,

Graças à outra parte!!!! Bolas... Graças à outra parte!!!!

Delas, mais que nunca, no último ano, tem rezado a minha triste e opaca história.

Encontros, desencontros, amores, desamores, alegrias, zangas.

Surrealismos, devaneios, loucuras, maledicências, reconciliações, esperanças, novamente maledicências, separações, encontros fortuitos, olhares penetrantes...

E o beijo... o tal e sempre sonhado beijo!!!!

O beijo naquela madrugada, que deu um sentido à minha vida.

Sentido que durou tão poucos minutos...

E que perdeu depois todo o sentido...

Vou escrever, para que todos saibam. A merda. A merda que vai na minha alma. Que as palavras limpam e purificam.

Escrever é catártico.

Escrever faz bem. Pelo menos a este tristemente contente escriba.

Não entendo nada disto!!!!

Nada mesmo porra!

E que tal... se eu por uma vez libertasse todos os meus sentimentos?

E se eu finalmente largasse tudo o que está cá dentro, e se eu nunca mais desistisse, e se eu nunca mais negasse... esta minha veia, esta minha vontade, esta minha crença?!

Daria resultado?

Maybe... or maybe not.

Reflicto comigo mesmo. Neste Portugal do Século XXI em que ocorro estar presente, e em que eu (chamem-me louco!), ainda acredito.

Pois ainda acredito nas pessoas. Ainda acredito no ser humano.

Ainda acredito na bondade.

Ainda acredito na coragem.

Ainda acredito, em acreditar.

Ainda acredito nas mulheres.

Ainda acredito nos políticos.

Ainda acredito.

Mas ainda acredito... no Amor.

Na força maravilhosa e poderosa do Amor. Que me transformou, que me faz sofrer.

Mas que me faz sonhar!

O Amor libertou-me. E é uma droga poderosa. Melhor que aquelas que fumei, e que no ar se dissiparam.

Naquele fumo psicadélico esboroaram-se sonhos, medos, ilusões, alegrias, derrotas, esperanças.

E até amores.

E porque quero partilhar contigo, que me lês.

E porque quero que sintas o imperfeito ser que te abre o coração.

Que eu nunca mais quererei,

Apesar de o querer ser tão forte...

Nunca mais,

E porque o Amor existe

Nunca mais negarei o impulso da escrita.


(Estou apaziguado neste momento, sem o estar.

Estou desalmado. A luz incandescente, o brilho que reflecte,

O dia que acaba. Mais um, sem ti...)


Mas valha-me... o impulso da escrita.


Maktub