quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ode ao Deus do Amor

Deus do Amor

Tu!

Magnânimo, omnipresente,
e que tão inconsciente
por vezes me deixas

Tão inebriado fico
quando te encontro
e quando não reencontro
a bela e intranquila serenidade...

Deus do Amor

Eu proclamo
e chamo
pela tua presença

Tão afastado tens andado
Tão longe... mas ferozmente tão perto,
tão perto mesmo
que me fulminas...
again, again and again!

Why...

Levas-me à loucura,
ao desespero,
à psicose,
à esquizofrenia,
ao bipolarismo,
e a um certo egoísmo!!!

Porque quero o Amor todo,
só mesmo para mim...
e sem fim...

(É inconsequente escrever sobre Amor? Não penso...
mais uma vez à semi-luz, e à frente de um computador,
eu largo estes pensamentos mundanos e profanos,
tão obnóxios...

vou mas é continuar)

E sem fim sim,

E sem te ter... Ou terei-te?
E não sei?

Porque estiveste longe?
Porque não apareceste antes?

Ou porque apareceste e me feriste?

Ou porque me feriste por teres aparecido?

E agora voltaste... és real ou uma ilusão?

Que sem perdão,
E tal como um sermão
me apregoas
até ao fundo, à profundidade menos profunda
da minha existência
qual ciência
me ensinas a acreditar
a amar!


Deus do Amor... por isso eu recorro a ti

Vejo que a tua criação me bate à porta
e eu relutante estou

Mas se vou...
se vou abrir a porta

Sei que será de vez
que me invadirá,

Que serei invadido!

Por tão belo, puro e nobre sentimento...

Sem tormento talvez... mas com algum
sofrimento...

Quero lá saber porra!!!

Venha ele!

E a ti recorro na minha prece,
na minha oração
nada religiosa,

mas que espero proveitosa.

O ser humano precisa de amar,
sem amar não vive
e nada é
E nada será
E nada compreenderá
E nada viverá.

Vem até mim Amor.

Acaba com esta dor...

Por favor!

Deus do Amor, listen to me...

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