segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Chama


A Chama arde
E sem ser tarde
faz-te ver a verdade
e sentir saudade

A Chama do Amor

Que quem pela dor passou
Jamais imaginou
O ecoar em uníssono
De um sentimento intensíssimo...

A descoberta

Que por essa porta aberta
Entra... entra em festa

A descoberta

Que em ti desperta
O mundo inteiro, o Universo
A pléiade em verso
A alma em sucesso!

A união

A união das chamas
E tu que em mim proclamas
O cosmos, o infinito
E tenho dito...
Nada sem ti faz sentido!

És tu... és tudo
És o meu mundo
E que num segundo
Tudo em mim mudou
E que num instante
Me deixou numa felicidade diletante...

Bela...

A mais bela das palavras
Que no meu peito ecoa
E no calor dos teus beijos soa
E com a qual a minha alma voa...

Nunca pensei
Nunca imaginei
Nunca sonhei

Este vosso humilde escriba
Não sabe o que vos diga...
A chama surgiu
E o coração ressurgiu...

O Amor não é uma vã palavra...
O amor não é uma palavra!
O amor é uma chama
Que pelos teus sentidos clama
Uma epopeia
Que jamais te passou pela ideia...

(Já não escrevia há muito... tinha saudades.
Poeta digital aturdido... mas não esquecido!)

Poeta apaixonado
Por ti, ó minha musa!

Por ti, ó minha mais que tudo!

Por ti, ó minha esperança
Que sem qualquer semelhança
O teu calor me diz
Que eu vou ser feliz...

Amo-te minha chama
Minha chama gémea.

Nos teus braços
Eu esqueço a dor de outrora
E vejo a nova aurora
No teu olhar celestial
Eu sinto-me especial.

És a minha chama

Que a minha alma alumia
E sem qualquer desdita fugidia
És a minha alegoria

Ó minha chama!

É por ti que eu chamo
E te digo que amo!

O Amor é um belo sentimento.
Mas o amor verdadeiro
Aquele que tu sentes
E que sabes que te atingiu certeiro

E com o qual não mentes

E sem que inventes
Em todas as frentes
O teu ser sem qualquer negação
Assume a mais bela ligação!

A chama é a Luz

E ela me seduz
E ela me conquistou
E ela me abraçou...

E ela com todo o fulgor
Me fez acreditar no Amor...

(Afinal o Amor sempre existiu, meus caros... sempre existiu. E existe).

Mas continuo o Sonhador
Para sempre serei o Sonhador.

A diferença é que sem dor.
Vejo agora o Mundo com Amor.

Sinto o Mundo com Amor.
É por ti minha Chama.

É por ti
É por ela
Ela que me ama

O Amor ilumina
O Amor ensina
O Amor não é descabido
E à Vida dá um Sentido...

Minha Chama, amo-te...

Amo-te muito.
E no âmago do teu ser eu vou viajar
Para bem no fundo da tua alma
Eu continuar a dizer que te vou amar.

Para sempre!


Om Shanti


(Ricardo Lopes, 2014)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Primavera


Na Primavera tudo começa
uma verdade se confessa
a Luz se revela
E na magia
À luz do dia
Tudo... tudo é ela

O sentimento nasce

A epopeia se inicia
uma vontade fugidia
qual candelabro que alumia
a ténue alegoria...

Sonho

Sonho meu
qual vontade de Prometeu...

Que na chama da ilusão se perdeu
E nas asas da desilusão
cavalgou
se encarcerou na prisão
na prisão que não sou...

Não sou, não fui e não serei

O prisioneiro
O romeiro
O aventureiro!!!

O aventureiro tenaz e sagaz

Que não é capaz
De ser mordaz

E de te contemplar... sem ter que sonhar...
Sonhar... e te beijar...
Sem me magoar...

A Primavera aparece... e nela tudo floresce...
Qual vontade arrebatadora
nesta Alma sofredora!!!
Mas não evitando que tudo cesse...

O fim
Palavra tão vã, fútil e digna de senão
O fim chega
E dá lugar ao Verão...

Que com ardor
com calor
tudo queima, tudo destrói!
E dói!!!!! Ó Deus, como dói!!!!!

Primavera da vida...
quão mágoa sentida...
Deus dá-me a realidade
E o sentido da verdade!

O descontrole fútil
O ser inútil, a palavra inútil
Que na chuva se perde
Mas que não cede...

Não cede...

Numa questão de orgulho!!!
Que qual entulho
entope a razão
e entorpece o coração...

Quero fugir... fugir de ti ó vã Sereia!
Que me encanta
Que me chama
Que me enfeitiça

E que com artes mágicas
com artes sublimes

Crias os filmes...

Os filmes dentro do vago ser
Que em si tem o Mundo
E que bem fundo
tem o poder sem o poder...

A magnificência
A ciência
A eloquência

A beleza
A natureza

A surpresa
A tibieza!!!

Ó Universo!!!! A tibieza!!!!

Que com tanta fraqueza me deixa!!!!!

A aprendizagem é uma arte
Que eu quero dar-te
O orgulho é um mal
que não quero tornar normal...

Sem beleza poética...
nesta história nada épica
E o prelúdio
Se transformou subliminarmente num triste poslúdio...


Caminho melancolicamente pelas ruínas
E pelas belas memórias finas
Eu choro
Eu imploro

Mas há gente
E vou seguir em frente...

A Primavera é sempre bela estação
É nela que tudo arranca
E nela nasce no humano coração
uma alegria franca...

O Verão chega, depois virá o Outono e a seguir o triste e cinzento Inverno
São os ciclos
que neste Inferno
fazem existir a Vida
e o Amor Eterno...


Um dia Primavera dos meus sonhos...
Um dia tu chegarás
E a Alma do Mundo levarás
por esses caminhos medonhos...


A Paz chegará
sigamos adiante!
Porque sou um gigante
que ao fim da solidão brindará!


Porque as palavras magoam
e os silêncios entristecem
os dias voam
e as experiências enriquecem!

Voa! Voa pelo teu ser!

Porque sem saber
não te vou querer
Ou querer te vou
A dúvida eu te dou.

Remato. Com a incandescência

Que com paciência
Iniciarei a espera

Pela nova Primavera...


PEACE AND LOVE. OM SHANTI (RICARDO LOPES, 2013)

sábado, 6 de julho de 2013

"A Dualidade"

O meu mundo é dual
verdadeiramente sem igual...

Com cada tormenta
a minha Alma rebenta
e de tão sedenta
cria uma loucura que não se aguenta...

Não sei...

O que serei
O que darei
O que farei
O que sentirei!!!

Damn...

Qual tempestade veraneia
a minha Alma devaneia
por entre a barca desenfreada
nas ondas agitadas
que te farão naufragar...

E me farão chorar...

São os dois pólos!

Os dois pólos, negativo e positivo
Que numa dança se entrelaçam
e sem que desfaçam
a união doentia entre ambos...

É verdade...

E a saudade fica, daqueles tempos

E daqueles sentimentos
levados pelos ventos
pelos agrestes ventos
pelos insanos ventos...

Incandescente frieza

Que tudo o contrário aproxima
e em cima
em cima deste pseudo-escritor
agudiça uma existência de dor!

Exerço o dom da palavra

O dom da palavra escrita

Qual voz sem ser dita
E qual libertação da desdita!


Não sou nem quero ser feliz
Quero apenas ser um aprendiz
Sem ser aquele que se desdiz...

(sinto-me tão oco... mas como podem estar a sair coisas tão profundas. a alma tem coisas tão sublimes e inexplicáveis!)


Sim!!!!! Sim!!!!
A decadência é uma violência!

Yes!!!!

Voo pelas ruas vazias da minha mente
e consigo saborear o que ninguém sente

Amar o Presente

E ter comigo toda a gente.


Eu sou tudo e eu sou nada
Quero-te encontrar, minha Fada
Quero-te encontrar, sua indecifrada...

Calcorreando a Avenida vaga
vou prosseguindo esta minha saga
E numa fraga
Vou sofrendo com a chaga

A chaga

Destes dois lados

Destes dois lados nada ocultados
Que a pureza
A pureza deste ser
Encaminha para a tristeza...


É a dualidade

No rumo da Verdade
eu seguirei

E a Luz eu vejo...
é o meu desejo
que sem pejo
eu cortejo...


Por mais que sofras, por mais que vás abaixo, por mais que o lado negro apareça
Nunca te esqueças: o rio nasce pequeno. cresce, e termina num vasto oceano.


Eu protesto. Mas a dualidade eu detesto.

Ahhhhhhh...


Vai longa a prosa...

E pensa... ou não penses
Senão não vences.


Vai. Simplesmente vai. E vem.

E percorro a cidade... sem ver a Dualidade...

Mas ela existe. E triste.


Todos somos um
E um somos todos
O sentimento a todos devora-nos
O lado negro apavora-nos.

Mas o que é a Dualidade?
É a realidade.

A minha, a tua, a dele, a dela, a de todos.

Porque não há dia sem noite. E não há noite sem dia...


NAMASTÉ (Ricardo Lopes, 2013)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

"Energia"

"Energia"


Todos somos luz
Todos somos energia
não carreguemos mais essa cruz
nem prolonguemos a agonia!

Somos energia

Somos o Povo
O Povo de Portugal
que erguerá de novo
este País especial!

Energia

Energia que despertará
nestes portugueses injustiçados
e não mais seremos amordaçados
e mais ninguém nos calará!

Portugal tem energia

Energia para lutarmos
Energia para nos libertarmos
Dos políticos opressores

E acabemos com as dores

Com o choro, com a fome, com a corrupção

E pela luta homens e mulheres vencerão
Os homens e mulheres desta linda Nação!


Elevemos nós portugueses a nossa energia

Porque amanhã sem medo
e com confiança plena
acabaremos com o segredo
e faremos Portugal valer a pena!


(Ricardo Lopes, 2012)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Horizonte

O Horizonte
esse ser tão distante,
tão longínquo
tão errante...

Não o vemos,
mas o sentimos, e dele nos rimos,
porque não queremos saber
E a alma a doer
nos faz a visão estremecer...

E o Horizonte a desaparecer...

Lembra-te...
Lembra-te do que quiseste,
e do que trouxeste

Lembra-te da aurora
que em ti resplandesce
que em ti ilumina
que em ti fulmina,

e de que maneira!

a segurança que te conforta
mas que te trava, e te golpeia
e à mão cheia
te esvai...

O Horizonte é avistado
por ti avistado
e por ti nunca alcançado

Por ti sempre desejado

Por ti sempre amado...

Nunca o conseguiste ver...

Uma bela sereia te dirá ao ouvido

um dia!

Te dirá ao ouvido
qual o sentido
que a vida te tem escondido...

Não procures a sereia...

Ela mora no Horizonte
que de ti defronte se ergue imponente

E que sem o saberes...

está ao alcance de toda a gente.

Mas não procures...
deixa-te levar.
Pelo sonho deixa-te enfeitiçar

E nas asas de um cavalo alado
viajarás a todo o lado
livre das amarras, livre das correntes,
livre das imensas torrentes
de tristeza e incúria,
que a vida te lançou com fúria!

E sonha... o Horizonte perde-se de vista
Mas está ao alcance de quem não desista

O homem é o ser mais imperfeito do Universo
e por isso consegue vencer o adverso

E o Horizonte se erguerá àqueles
que com o coração amarem
que com a alma acreditarem
e que com a espada lutarem...

Caminha, meu amigo... caminha com serenidade
enfrenta a enfermidade
e na busca da verdade
encontrarás a tua cara-metade...

que se chama Horizonte.

Paz.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Resplandescer

Quero-me alhear, deixa-me sonhar
Deixa-me fumar, deixa-me saborear
Irei matar o ser intrépido
Que qual homem insípido
que nem achado e tido
nesta cruel existência, se chama Ricardo...

E será tarde... sem que cedo seja
a Voz que se veja
Irá sobre o defunto chorar
e sobre a nova aurora levantar!

O novo ser se irá erguer...
e de novo com brilho resplandescer!

O Turbilhão

Calcorreamos o mundo desconhecido,
lambendo as feridas do ódio sentido.
Sacudimos a mágoa desgraçada
que na ode engraçada
do Destino somos cantados
e amaldiçoados...

Ventos levam-nos longe, e sem querermos mais
somos afastados dos demais...
num turbilhão atordoante
ferimos o nosso semelhante...

Nessa feira de vaidades fictícia que é o Amor,
que nos traz tamanha dor...

Não creias, não queiras, não sintas
não te mintas, não te iludas,
não desejes, nem sonhes, nem sofras
Não existe!!!!! Faz existir
e faz sentir... e sem o anuir
tem-no presente!
É a ode pessoal de toda a gente...

É a falta de sorte... que chama a tua Morte...
E que serenamente,
e sem a chamar, a trouxe...

O turbilhão existe, e chegou...
e ninguém o parou.
E varreu a minha existência...
Sem perdão, sem clemência... (Ricardo Lopes, 2012)

sábado, 31 de dezembro de 2011

A Opereta

Opereta, aquela velha história absurda
e completamente absorta... que muda
consoante a disposição imoral
daquele tal
que a canta, e a encanta, sem a encantar
que não a querendo namorar
com ela acaba por casar...

É a fábula do pobre de realidades falsas,
de promessas por cumprir, de certezas vãs
de seguranças inseguras,
e que com eternas ternuras
acaricia a tranquilidade que com debilidade alimenta
sem olhar ao que o sonho representa!

É a música dos desalmados
É a letra dos descamisados
que com os seus relógios caros, com os seus fatos da moda
e que na alta roda
andam perdidos, com todos os sentidos
verdadeiramente sumidos...

Porque não entendem!!! Porque não percebem!!!

Porque não vêem!!!! Na cegueira do conformismo informe
vão tornando a sua vida completamente disforme...

A seguir... o que deve ser seguido... por quem não alimenta a chama
que o chama
mas que não quer ver
que não quer saber nem querer

E ao poder
Foge...

Raio!!!!!!!!

Porque hão-de ser assim?

Porque não hão de ser o ser único,
e maravilhoso
e corajoso
que neles reside
que neles preside acima de todas as concepções
que possam existir,
de bem, de mal, de moral, de imoral

O ser único é espectacular...

E cabe a ti decidir

Se queres continuar a ouvir

A triste Opereta da melancolia
que sob a capa do ser são
só te traz desilusão...
e agonia!

Sofre meu caro, sofre...

Mas por favor, sê diferente
diferente de toda a gente
sê um ser que sente
sê o verdadeiro
doido, maluco, apanhado

Lélé da cuca!

Fuck off!!!!!

A Opereta soa cada vez mais alto
e qual sereia mais bela
cuja beleza reside nela
e te enfeitiça...

Tapa os ouvidos! A Opereta é doce como o mel...
mas torna a tua vida amarga como fel...

Neblina... a alma tem aquela neblina
mas cabe a ti dissipá-la
e a vida em plenitude recuperá-la

Be yourself

E chega de Opereta

Não tornes a tua vida uma treta...

Cansei da Opereta...

E um dia, clamando bem alto,
eu subirei ao planalto
e o meu amor eu levarei, e abraçarei,
e em uníssono proclamarei
que a liberdade não é uma escolha
é um modo de vida!

Por isso meu amigo, just feel
wake up, and rise
apaixona-te
pelo que tu quiseres

A vida não espera por ti
cabe a ti andar ao lado dela
e à tua maneira
colori-la como uma aguarela!

Ainda ouço a Opereta... vou mandá-la... à sarjeta.

E em paz ficarei...
E depois descansarei... mas voltarei.


Over and Out.