domingo, 29 de janeiro de 2012

O Turbilhão

Calcorreamos o mundo desconhecido,
lambendo as feridas do ódio sentido.
Sacudimos a mágoa desgraçada
que na ode engraçada
do Destino somos cantados
e amaldiçoados...

Ventos levam-nos longe, e sem querermos mais
somos afastados dos demais...
num turbilhão atordoante
ferimos o nosso semelhante...

Nessa feira de vaidades fictícia que é o Amor,
que nos traz tamanha dor...

Não creias, não queiras, não sintas
não te mintas, não te iludas,
não desejes, nem sonhes, nem sofras
Não existe!!!!! Faz existir
e faz sentir... e sem o anuir
tem-no presente!
É a ode pessoal de toda a gente...

É a falta de sorte... que chama a tua Morte...
E que serenamente,
e sem a chamar, a trouxe...

O turbilhão existe, e chegou...
e ninguém o parou.
E varreu a minha existência...
Sem perdão, sem clemência... (Ricardo Lopes, 2012)

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