quinta-feira, 15 de março de 2012

Horizonte

O Horizonte
esse ser tão distante,
tão longínquo
tão errante...

Não o vemos,
mas o sentimos, e dele nos rimos,
porque não queremos saber
E a alma a doer
nos faz a visão estremecer...

E o Horizonte a desaparecer...

Lembra-te...
Lembra-te do que quiseste,
e do que trouxeste

Lembra-te da aurora
que em ti resplandesce
que em ti ilumina
que em ti fulmina,

e de que maneira!

a segurança que te conforta
mas que te trava, e te golpeia
e à mão cheia
te esvai...

O Horizonte é avistado
por ti avistado
e por ti nunca alcançado

Por ti sempre desejado

Por ti sempre amado...

Nunca o conseguiste ver...

Uma bela sereia te dirá ao ouvido

um dia!

Te dirá ao ouvido
qual o sentido
que a vida te tem escondido...

Não procures a sereia...

Ela mora no Horizonte
que de ti defronte se ergue imponente

E que sem o saberes...

está ao alcance de toda a gente.

Mas não procures...
deixa-te levar.
Pelo sonho deixa-te enfeitiçar

E nas asas de um cavalo alado
viajarás a todo o lado
livre das amarras, livre das correntes,
livre das imensas torrentes
de tristeza e incúria,
que a vida te lançou com fúria!

E sonha... o Horizonte perde-se de vista
Mas está ao alcance de quem não desista

O homem é o ser mais imperfeito do Universo
e por isso consegue vencer o adverso

E o Horizonte se erguerá àqueles
que com o coração amarem
que com a alma acreditarem
e que com a espada lutarem...

Caminha, meu amigo... caminha com serenidade
enfrenta a enfermidade
e na busca da verdade
encontrarás a tua cara-metade...

que se chama Horizonte.

Paz.

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