O meu mundo é dual
verdadeiramente sem igual...
Com cada tormenta
a minha Alma rebenta
e de tão sedenta
cria uma loucura que não se aguenta...
Não sei...
O que serei
O que darei
O que farei
O que sentirei!!!
Damn...
Qual tempestade veraneia
a minha Alma devaneia
por entre a barca desenfreada
nas ondas agitadas
que te farão naufragar...
E me farão chorar...
São os dois pólos!
Os dois pólos, negativo e positivo
Que numa dança se entrelaçam
e sem que desfaçam
a união doentia entre ambos...
É verdade...
E a saudade fica, daqueles tempos
E daqueles sentimentos
levados pelos ventos
pelos agrestes ventos
pelos insanos ventos...
Incandescente frieza
Que tudo o contrário aproxima
e em cima
em cima deste pseudo-escritor
agudiça uma existência de dor!
Exerço o dom da palavra
O dom da palavra escrita
Qual voz sem ser dita
E qual libertação da desdita!
Não sou nem quero ser feliz
Quero apenas ser um aprendiz
Sem ser aquele que se desdiz...
(sinto-me tão oco... mas como podem estar a sair coisas tão profundas. a alma tem coisas tão sublimes e inexplicáveis!)
Sim!!!!! Sim!!!!
A decadência é uma violência!
Yes!!!!
Voo pelas ruas vazias da minha mente
e consigo saborear o que ninguém sente
Amar o Presente
E ter comigo toda a gente.
Eu sou tudo e eu sou nada
Quero-te encontrar, minha Fada
Quero-te encontrar, sua indecifrada...
Calcorreando a Avenida vaga
vou prosseguindo esta minha saga
E numa fraga
Vou sofrendo com a chaga
A chaga
Destes dois lados
Destes dois lados nada ocultados
Que a pureza
A pureza deste ser
Encaminha para a tristeza...
É a dualidade
No rumo da Verdade
eu seguirei
E a Luz eu vejo...
é o meu desejo
que sem pejo
eu cortejo...
Por mais que sofras, por mais que vás abaixo, por mais que o lado negro apareça
Nunca te esqueças: o rio nasce pequeno. cresce, e termina num vasto oceano.
Eu protesto. Mas a dualidade eu detesto.
Ahhhhhhh...
Vai longa a prosa...
E pensa... ou não penses
Senão não vences.
Vai. Simplesmente vai. E vem.
E percorro a cidade... sem ver a Dualidade...
Mas ela existe. E triste.
Todos somos um
E um somos todos
O sentimento a todos devora-nos
O lado negro apavora-nos.
Mas o que é a Dualidade?
É a realidade.
A minha, a tua, a dele, a dela, a de todos.
Porque não há dia sem noite. E não há noite sem dia...
NAMASTÉ (Ricardo Lopes, 2013)
sábado, 6 de julho de 2013
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