sábado, 6 de julho de 2013

"A Dualidade"

O meu mundo é dual
verdadeiramente sem igual...

Com cada tormenta
a minha Alma rebenta
e de tão sedenta
cria uma loucura que não se aguenta...

Não sei...

O que serei
O que darei
O que farei
O que sentirei!!!

Damn...

Qual tempestade veraneia
a minha Alma devaneia
por entre a barca desenfreada
nas ondas agitadas
que te farão naufragar...

E me farão chorar...

São os dois pólos!

Os dois pólos, negativo e positivo
Que numa dança se entrelaçam
e sem que desfaçam
a união doentia entre ambos...

É verdade...

E a saudade fica, daqueles tempos

E daqueles sentimentos
levados pelos ventos
pelos agrestes ventos
pelos insanos ventos...

Incandescente frieza

Que tudo o contrário aproxima
e em cima
em cima deste pseudo-escritor
agudiça uma existência de dor!

Exerço o dom da palavra

O dom da palavra escrita

Qual voz sem ser dita
E qual libertação da desdita!


Não sou nem quero ser feliz
Quero apenas ser um aprendiz
Sem ser aquele que se desdiz...

(sinto-me tão oco... mas como podem estar a sair coisas tão profundas. a alma tem coisas tão sublimes e inexplicáveis!)


Sim!!!!! Sim!!!!
A decadência é uma violência!

Yes!!!!

Voo pelas ruas vazias da minha mente
e consigo saborear o que ninguém sente

Amar o Presente

E ter comigo toda a gente.


Eu sou tudo e eu sou nada
Quero-te encontrar, minha Fada
Quero-te encontrar, sua indecifrada...

Calcorreando a Avenida vaga
vou prosseguindo esta minha saga
E numa fraga
Vou sofrendo com a chaga

A chaga

Destes dois lados

Destes dois lados nada ocultados
Que a pureza
A pureza deste ser
Encaminha para a tristeza...


É a dualidade

No rumo da Verdade
eu seguirei

E a Luz eu vejo...
é o meu desejo
que sem pejo
eu cortejo...


Por mais que sofras, por mais que vás abaixo, por mais que o lado negro apareça
Nunca te esqueças: o rio nasce pequeno. cresce, e termina num vasto oceano.


Eu protesto. Mas a dualidade eu detesto.

Ahhhhhhh...


Vai longa a prosa...

E pensa... ou não penses
Senão não vences.


Vai. Simplesmente vai. E vem.

E percorro a cidade... sem ver a Dualidade...

Mas ela existe. E triste.


Todos somos um
E um somos todos
O sentimento a todos devora-nos
O lado negro apavora-nos.

Mas o que é a Dualidade?
É a realidade.

A minha, a tua, a dele, a dela, a de todos.

Porque não há dia sem noite. E não há noite sem dia...


NAMASTÉ (Ricardo Lopes, 2013)

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