terça-feira, 9 de julho de 2013
Primavera
Na Primavera tudo começa
uma verdade se confessa
a Luz se revela
E na magia
À luz do dia
Tudo... tudo é ela
O sentimento nasce
A epopeia se inicia
uma vontade fugidia
qual candelabro que alumia
a ténue alegoria...
Sonho
Sonho meu
qual vontade de Prometeu...
Que na chama da ilusão se perdeu
E nas asas da desilusão
cavalgou
se encarcerou na prisão
na prisão que não sou...
Não sou, não fui e não serei
O prisioneiro
O romeiro
O aventureiro!!!
O aventureiro tenaz e sagaz
Que não é capaz
De ser mordaz
E de te contemplar... sem ter que sonhar...
Sonhar... e te beijar...
Sem me magoar...
A Primavera aparece... e nela tudo floresce...
Qual vontade arrebatadora
nesta Alma sofredora!!!
Mas não evitando que tudo cesse...
O fim
Palavra tão vã, fútil e digna de senão
O fim chega
E dá lugar ao Verão...
Que com ardor
com calor
tudo queima, tudo destrói!
E dói!!!!! Ó Deus, como dói!!!!!
Primavera da vida...
quão mágoa sentida...
Deus dá-me a realidade
E o sentido da verdade!
O descontrole fútil
O ser inútil, a palavra inútil
Que na chuva se perde
Mas que não cede...
Não cede...
Numa questão de orgulho!!!
Que qual entulho
entope a razão
e entorpece o coração...
Quero fugir... fugir de ti ó vã Sereia!
Que me encanta
Que me chama
Que me enfeitiça
E que com artes mágicas
com artes sublimes
Crias os filmes...
Os filmes dentro do vago ser
Que em si tem o Mundo
E que bem fundo
tem o poder sem o poder...
A magnificência
A ciência
A eloquência
A beleza
A natureza
A surpresa
A tibieza!!!
Ó Universo!!!! A tibieza!!!!
Que com tanta fraqueza me deixa!!!!!
A aprendizagem é uma arte
Que eu quero dar-te
O orgulho é um mal
que não quero tornar normal...
Sem beleza poética...
nesta história nada épica
E o prelúdio
Se transformou subliminarmente num triste poslúdio...
Caminho melancolicamente pelas ruínas
E pelas belas memórias finas
Eu choro
Eu imploro
Mas há gente
E vou seguir em frente...
A Primavera é sempre bela estação
É nela que tudo arranca
E nela nasce no humano coração
uma alegria franca...
O Verão chega, depois virá o Outono e a seguir o triste e cinzento Inverno
São os ciclos
que neste Inferno
fazem existir a Vida
e o Amor Eterno...
Um dia Primavera dos meus sonhos...
Um dia tu chegarás
E a Alma do Mundo levarás
por esses caminhos medonhos...
A Paz chegará
sigamos adiante!
Porque sou um gigante
que ao fim da solidão brindará!
Porque as palavras magoam
e os silêncios entristecem
os dias voam
e as experiências enriquecem!
Voa! Voa pelo teu ser!
Porque sem saber
não te vou querer
Ou querer te vou
A dúvida eu te dou.
Remato. Com a incandescência
Que com paciência
Iniciarei a espera
Pela nova Primavera...
PEACE AND LOVE. OM SHANTI (RICARDO LOPES, 2013)
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