sexta-feira, 10 de julho de 2009

Não quero saber...

Não quero saber mesmo!

Hoje não me apetece pensar. Hoje não me apetece sonhar. Hoje não me apetece conversar. Hoje não me apetece absolutamente nada.

Hoje quero sim viver o agora, este momento, saborear cada nano-segundo, como se fosse o último.

Sem pensar atrás e sem olhar em frente.

Não quero saber de tudo aquilo que passei para chegar até onde cheguei.

Se fiz o que fiz, se passei o que passei, por alguma razão terá sido, com certeza. Nada é ao acaso, tudo tem um sentido.

E se tudo o que me aconteceu, teve que acontecer, ainda bem.

Mas já passou, já foi vivido.

De igual forma não quero saber o que lá vem.

O que lá vem irei viver, serão aventuras, lutas, peripécias, amores, desamores, alegrias e tristezas, vitórias e derrotas.

Mas estarão para vir, estarei aqui, preparado para o que venha!

Mas ainda está para vir, não me interessa.

Hoje quero desligar o meu cérebro e em mais nada pensar senão no que estou a fazer, a viver, a sentir e a presenciar agora.

É uma bênção estar cá hoje, aqui, agora, neste momento.

A escrever este texto.

Dá-me prazer escrevê-lo porque o estou a fazer no AGORA.

Neste exacto momento.

No momento presente.

Por isso tudo, não quero mesmo saber... estou enfastiado de todas essas tretas do passado e do futuro, que chatice!

Mas que raio, as pessoas pensam tanto, tanto no que ficou e no que há-de vir, lamentam-se, choram, fazem trinta por uma linha, e esquecem-se do mais importante.

O momento verdadeiramente mágico, o dia de hoje.

Meus caros amigos e minhas caras amigas, se me lêem podem dar-se como os mais felizes do mundo.

Porquê?

Porque me estão a ler agora. Seja esse agora quando for.

Um dia de cada vez, um minuto de cada vez, um segundo de cada vez.

Libertem-se dessa Ditadura que nos prende, libertem-se dessas amarras, voem e sejam livres.

Alcançem a plenitude, completem-se.

E estarei cá para aplaudir. No agora.

Muito bem, e não quero saber. Deixem-me saborear isto, como se estivesse a saborear uma bela iguaria ou um bom vinho...

O futuro é agora. Já.

Não quero saber... quero viver.

E é para já!

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