O Horizonte
esse ser tão distante,
tão longínquo
tão errante...
Não o vemos,
mas o sentimos, e dele nos rimos,
porque não queremos saber
E a alma a doer
nos faz a visão estremecer...
E o Horizonte a desaparecer...
Lembra-te...
Lembra-te do que quiseste,
e do que trouxeste
Lembra-te da aurora
que em ti resplandesce
que em ti ilumina
que em ti fulmina,
e de que maneira!
a segurança que te conforta
mas que te trava, e te golpeia
e à mão cheia
te esvai...
O Horizonte é avistado
por ti avistado
e por ti nunca alcançado
Por ti sempre desejado
Por ti sempre amado...
Nunca o conseguiste ver...
Uma bela sereia te dirá ao ouvido
um dia!
Te dirá ao ouvido
qual o sentido
que a vida te tem escondido...
Não procures a sereia...
Ela mora no Horizonte
que de ti defronte se ergue imponente
E que sem o saberes...
está ao alcance de toda a gente.
Mas não procures...
deixa-te levar.
Pelo sonho deixa-te enfeitiçar
E nas asas de um cavalo alado
viajarás a todo o lado
livre das amarras, livre das correntes,
livre das imensas torrentes
de tristeza e incúria,
que a vida te lançou com fúria!
E sonha... o Horizonte perde-se de vista
Mas está ao alcance de quem não desista
O homem é o ser mais imperfeito do Universo
e por isso consegue vencer o adverso
E o Horizonte se erguerá àqueles
que com o coração amarem
que com a alma acreditarem
e que com a espada lutarem...
Caminha, meu amigo... caminha com serenidade
enfrenta a enfermidade
e na busca da verdade
encontrarás a tua cara-metade...
que se chama Horizonte.
Paz.
quinta-feira, 15 de março de 2012
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