sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Verdade

A Verdade...
Tão perto e tão longe
Tão clara e tão obscura
Tão divina e tão infame
Tão cristalina e tão opaca...

Ela foge
Tu persegues
Eu não a vejo
Mas sinto-a...

E quase que a consigo tocar!

Mas ela é casmurra... não se subjuga
Não cai nos teus braços
E num pranto desmedido
faz que tenhas pena dela!

A Verdade... tão verdadeira...

É tão falsa!

E de que maneira...
A mais sobranceira!

Escritos lunáticos, quase celestiais
Teclado, teclas soam,
Neste quarto semi-escuro
Onde um ecrã de computador
Preenche o meu vazio
Verdadeiro.

E a alma ela vazia também,
sempre vazia,
que falsa é quando cheia é!

E ela, tão linda...
serena-te...

Ela esteve tão longe e regressa!

Regressa!!!

Para te afagar, para te confortar...
Porque choras,
porque estás triste,
porque estás desorientado,
porque estás alucinado,
porque estás consumido,
porque estás sem a verdade!!!

Porra! God damn! Merda!!!

(E sou livre porque digo isto...
e franzo o sobrolho)

É a segunda vida do Poeta Digital,
do que todos acham maluco,
com "c" e não com "k", se bem que...
do "k" a malta sabe que ele gosta,
é de curtir o som
sempre com a verdade...

Mas o que é Verdade?

(A malta diz que isto não é poesia
nem é nada...
fuck it, eu escrevo como me dá na telha)

A Verdade não é mais do que a tua Sabedoria interior,
escreve isto!!!
Mas escreve bem no teu coração.

Podes demorar a descobri-la,
e quando a descobrires pode não ser
logo de uma vez...

O teclador-mor destes devaneios
levou 31 anos e um porradão de segundos
para a começar a descobrir...

Mas agora que te descobri, minha Fada
minha Fada chamada Verdade...

Eu vou querer-te até ao fim
dos meus dias!

Já peno... e vi-te!

Falso alarme... é apenas o meu PC...

Mas eu sei que por aí andas...
e te amo... por aí cirandas

Verdade...

Over and out.


(Ricardo Lopes, 2010)

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